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quarta-feira, 6 de abril de 2011

O 1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste divulga a lista dos 20 artistas selecionados e dos 4 artistas homenageados.


Membros da Comissão de Seleção: Rafael Maldonado-MS, o curador Carlos Sena Passos-GO, Marília Panitz-DF, Cayo Honorato-SP, Daniela Labra-RJ e Gilmar Camilo-GO.

O 1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste divulga os nomes dos quatro (4) artistas homenageados e dos vinte (20) artistas selecionados para comporem a exposição, que será inaugurada no dia 28 de abril de 2011 no Centro Cultural UFG.

A Comissão de Seleção composta pelos especialistas Cayo Honorato (SP), Daniela Labra (RJ), Gilmar Camilo (GO), Marília Panitz (DF), Rafael Maldonado (MS), e pelo Curador do Salão e Diretor do Centro Cultural UFG, Carlos Sena Passos, selecionou os vinte artistas que comporão a mostra. Os critérios que nortearam o trabalho da Comissão de Seleção e sua avaliação foram: a diversidade de meios técnicos, a inteligência plástica dos procedimentos e a atualidade das poéticas adensadas nas propostas dos artistas.

O Salão recebeu propostas de artistas residentes em vinte e cinco cidades do Centro-Oeste, fazendo o total duzentas e setenta e sete (277) inscrições, sendo 131 de Goiás, 95 do Distrito Federal, 20 do Mato Grosso e 31 do Mato Grosso do Sul.

Foram selecionados vinte (20) artistas provenientes de cinco cidades do Centro-Oeste. Foram selecionadas obras nas categorias de desenho, pintura, objeto, fotografia, vídeo-instalação, vídeo-objeto, vídeo-performance, compondo um painel representativo da produção contemporânea na Região. Os selecionados passam agora a concorrer a quatro (4) prêmios no valor de R$ 10.000,00.

ARTISTAS SELECIONADOS

Ana Beatriz de Azevedo (GO)
Ana Ruas (MS)
Bia Medeiros (DF)
Camila Soato (DF)
Dalton Oliveira de Paula (GO)
Enauro de Castro (GO)
Evandro Prado (MS)
Fernando Aquino Martins (DF)
Gervane de Paula (MT)
Hortência Moreira (GO)
João Angelini (DF)
Luiz Mauro (GO)
Miguel Penha (MT)

Pitágoras Lopes (GO)
Polyana Morgana (DF)
Ricardo Teixeira (GO)
Rodrigo Paglieri (DF)
Sandro Gomide (GO)
Tomás Werner Seferin – Grupo Mesa de Luz (DF)
Virgílio de Barros Neto (DF)


ARTISTAS HOMENAGEADOS

O formato do Salão é renovado com a apresentação de quatro artistas homenageados, convidados pelo Curador do Salão devido à importância de suas trajetórias e de suas contribuições durante décadas de trabalho para a construção da História da Arte no Centro-Oeste. Humberto Espíndola do Mato Grosso do Sul, que é um pioneiro vindo do final dos anos 60, e mais artistas oriundos da chamada Geração 80 como Adir Sodré do Mato Grosso, Edney Antunes de Goiás, e Elder Rocha do Distrito Federal, são premiados Hors Concurs com o valor de R$ 10.000,00 e suas obras passam a integrar o acervo do Centro Cultural UFG.


Com sua poética da Bovinocultura, Humberto Espíndola foi o primeiro artista do Centro-Oeste a se destacar no cenário da arte contemporânea brasileira. Um dos fundadores da arte contemporânea na região, ele foi pioneiro no uso de novos suportes e na criação de instalações e de objetos. Sua obra foi mostrada nas Bienais de São Paulo, Veneza, Paris, Medelim. Nascido em Campo Grande, onde iniciou sua trajetória, formou-se em jornalismo em Londrina e depois residiu em Cuiabá, onde fez grandes contribuições para o circuito de arte local, como a criação do Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal do Mato Grosso. Retornou novamente a Campo Grande e veio a assumir a Secretaria Estadual de Cultura e também a Diretoria do Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul. Os papéis de artista, gestor e ativista cultural se mesclaram na trajetória de Humberto Espíndola, cuja obra reflete a sociedade e a economia do Mato Grosso e de todo o Centro-Oeste.


Adir Sodré pertence à segunda geração de artistas formada em Cuiabá no final dos anos 70. Nascido em Rondonópolis, mas vivendo na capital matogrossense, o artista iniciou seus estudos de pintura aos 14 anos de idade, e chegou ao posto de significativo expoente da conhecida Geração 80 Brasileira. Sua obra rompeu a fronteira do Mato Grosso participando de importantes exposições coletivas e realizando mostras individuais em galerias no eixo Rio/São Paulo e fora do Brasil. A linguagem pessoal do trabalho de Sodré se destacou por fazer uma mescla entre aspectos das culturas regional, brasileira e internacional. Adir se destacou ao realizar cruzamentos entre elementos provenientes das esferas plásticas erudita, popular e de massa, e por mostrar um erotismo fora do comum que domina todas as formas da natureza.


O artista goianiense Edney Antunes possui uma trajetória iniciada por volta de meados dos anos 80, e como os artistas goianos de sua geração formou-se fora das escolas de arte e dentro do processo do autodidatismo. Desde o início foi marcado pela inquietação que o levava a pesquisar suportes e linguagens para seu trabalho. Foi pioneiro na utilização das técnicas de grafite para realizar obras expostas em galeria ou na paisagem de Goiânia. Ao longo de décadas de trabalho Antunes investigou materiais orgânicos e industriais; passou da pintura ao objeto e à instalação; criou obras de conteúdo político ou de cunho social; apropriou-se de imagens da mídia e tratou de temas como problemas da infância, violência, religião, medo, marginalidade social, biotecnologia, etc; operou com estratégias de participação e interação do espectador para completar o sentido da obra. Edney Antunes com suas instalações conquistou premiações em salões realizados em Goiás e noutros Estados.


Nascido em Goiânia, mas residindo em Brasília desde onze anos de idade, o pintor e desenhista Elder Rocha formou-se pela UnB e depois fez mestrado em Londres. De retorno ao Brasil, tornou-se professor formador de novas gerações de artistas na UnB, e desde os anos 80 é um dos mais destacados artistas de Brasília. Suas pinturas oitentistas eram carregadas materialmente e exacerbavam a função do gesto no embate entre o corpo do artista e a pintura que se constituía, porém, mais recentemente ele vem realizando obras empregando imagens ready-mades, extraídas de antigas ilustrações e portadoras de nostalgia, para abordar a crise do olhar provocada pelo excesso de imagens na atualidade. Elder enfatiza a materialidade e a planaridade da tela deslocando-a da condição de simples suporte para a situação de apresentação do campo bidimensional em si, e dessa maneira atualiza o uso do suporte anteriormente tantas vezes colocado em crise.

domingo, 27 de março de 2011

O curador Paulo Herkenhoff ministra palestra em 29/03/11, às 20h, no Centro Cultural UFG

Paulo Herkenhoff - Foto: Patrícia Stavis

Ele fala sobre o processo de orientação e sobre o acompanhamento na produção dos artistas Yuri Firmeza e Armando Queiroz, premiados na 3ª edição do Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas.
A exposição do prêmio reúne obras de Armando Queiroz (PA; que apresenta vídeos e instalações), Eduardo Berliner (RJ; pinturas), Henrique Oliveira (SP; pinturas e esculturas), Rosana Ricalde (RJ; desenhos, objetos e esculturas) e Yuri Firmeza (SP; fotografias, vídeos e instalação) e fica em cartaz no Centro Cultural da UFG até 03/04/11.

Mais informações:
Centro Cultural da UFG
Setor Universitário: Av. Universitária, 1.533, tel. (62) 3209-6251. www.proec.ufg.br/sitePaulo Herkenhoff

Breve currículo do curador Paulo Herkenhoff

Paulo Herkenhoff exerceu vários cargos de coordenação e direção de coleções e instituições de arte, e entre eles, foi diretor do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, curador da Fundação Eva Klabin Rapaport, consultor da Coleção Cisneros (Caracas, Venezuela) e da IX Documenta de Kassel, em 1991. Entre 1997 e 1999 assumiu a curadoria geral da XXIV Bienal de São Paulo.

De sua vasta produção bibliográfica destacam-se: "José Oiticica Filho". Rio de Janeiro, INAP / FUNARTE, pp.10-20, 1993, "The Contemporary Art of Brazil: Theoretical Constructs" in Ultramodern. Washington, DC, EUA, The National Museum of Women in the Arts. 1993, "Emmanuel Nassar, entre o Silêncio e o Simples" in Emmanuel Nassar, Veneza, XLV Bienal Internacional de Veneza., "The Theme of Crisis in Contemporary Latin American Art" in Latin American Artists of the Twentieth Century, New York, The Museum of Modern Art, pp. 134-143, 1993 e “Louise Bourgeois, Arquitetura e Salto Alto”. XXIII Bienal de São Paulo. Catálogo das Salas Especiais, 1996.

Suas curadorias incluem “Trajetória da Luz na Arte Brasileira”. Instituto Cultural Itaú. São Paulo (2001), “Lucio Fontana”. Centro Cultural do Banco do Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo (2001), “Tempo”. MoMA, Nova York (2002) e “Guillermo Kuitca”. Centro Reina Sofía (Palácio de Velásquez), Madrid, e Museu de Arte Latino Americana MALBA, Buenos Aires (2003).

domingo, 6 de março de 2011

RUMOS Artes Visuais - Itaú Cultural 2011/2013 - Mesa redonda com os curadores no CENTRO CULTURAL UFG



A quinta edição do Rumos Artes Visuais tem por objetivo incentivar e divulgar a produção de artistas emergentes e atuantes no Brasil, tomando como critérios de seleção a qualidade das obras.

Além de investigar a produção de arte contemporânea do momento, o programa propicia aos contemplados oportunidade de aprimoramento profissional por meio de ações de formação, como concessão de bolsas de estudo, participação em palestras e ações de difusão (exposições, divulgação em mídia), contribuindo, assim, com um olhar artístico mais abrangente, sensível à diversidade de linguagens que integram o panorama artístico do país.

Participação
O candidato deve atuar no Brasil e ter iniciado sua trajetória profissional a partir de 2000, o que será comprovado por participação em exposições. A inscrição, gratuita, é restrita a pessoas físicas, sem limitação etária, e voltada a artistas, com formações diversas.

O participante pode se inscrever individualmente ou como membro de um coletivo. No caso de coletivo, apenas um integrante deve constar como responsável pela inscrição.

Não há limite para o número de obras a ser apresentadas, mas elas devem ter sido produzidas a partir de 2008, podendo estar concluídas ou em forma de projeto.

Premiação
Para os contemplados, o Itaú Cultural organizará em sua sede, na cidade de São Paulo, uma exposição coletiva, prevista para 2012, em que serão exibidas as obras de todos os artistas e/ou grupos selecionados, assegurando ampla divulgação desse evento na mídia impressa e eletrônica.

Os contemplados terão ainda seus dados artísticos, curriculares e biográficos inseridos e divulgados nos catálogos e peças gráficas e virtuais produzidos em decorrência do programa Rumos e da exposição Rumos Artes Visuais.

As obras contempladas poderão ser apresentadas em exposições fora da cidade de São Paulo. Nessa hipótese, participarão somente as obras que tenham consonância com o recorte curatorial estabelecido para a itinerância, de acordo com o mapeamento regional que será realizado por curadores contratados pelo Itaú Cultural.

Na vigência desta edição (2011-2013), até quatro contemplados - que obtiverem destaque profissional diferenciado, segundo os critérios de avaliação da equipe curatorial - poderão ser agraciados com bolsas de estudo.


Inscrição
De 23 de fevereiro a 29 de maio de 2011.

Acesse o edital e inscreva-se.

Dúvidas: rumosartesvisuais@itaucultural.org.br



ITAÚ CULTURAL - RUMOS VISUAIS 2011/2013
Apresenta:
Mesa redonda com os curadores
Onde:
CENTRO CULTRAL UFG
Data:
25/março/2011, das 19h às 21h

Mesa redonda de apresentação
“UM CONVITE À VIAGEM

Componentes da mesa
Coordenador Geral do Rumos Visuais: Agnaldo Farias
Curador Regional: Paulo Miyada
Mediador: Fernando Oliva

A Sofia Fan, gerente do núcleo de Artes Visuais também estará presente.

Rumos Visuais nasce do desejo de mapear e dar visibilidade as formas artísticas emergentes no nosso país onde quer que elas estejam sendo pensadas e produzidas. Para isso vale-se de viagens, esse recurso tão imemorial quanto indispensável; o nomadismo como impulso saudável; o movimento decorrente da curiosidade e liberacão do peso das opiniões. Saímos de casa, da cidade onde vivemos, abrindo-nos a surpresa, ao inesperado, ao alvo que desconhecemos mas que perseguimos ansiosamente.

Rumos Visuais alimenta-se, pois, de viagens de reconhecimento de artistas e suas respectivas obras. Após um cuidadoso processo de discussão e seleção, alguns deles, por sua vez, serão convidados a viajar por várias capitais brasileiras. Ao final, sob a forma de exposições e documentos variados, Rumos Visuais leva seus visitantes e leitores, mesmo que imobilizados diante de uma obra ou com a atenção cravada na página de um livro, a realizarem, igualmente, suas próprias viagens.

Tomando como título “Um convite à viagem”, a mesa redonda de apresentação da nova edição do Rumos Visuais, dirigida não só ao público diretamente ligado à ele – artistas, professores de arte, críticos, marchands etc -, como também a parcela de leigos interessada no amplo e controvertido território da arte contemporânea, será dividida em partes.

1o. Leitura do Edital com enfase na descrição da estrutura e objetivos do projeto, bem como sua dinâmica de funcionamento; apresentação das peculiaridades dos Rumos Visuais, suas diferenças dos Salões de Arte e mecanismos habituais de prospecção de valores emergentes no âmbito da arte contemporânea; discussão acerca do escôpo do projeto com destaque ao significado e implicações contidas na realização de um “mapeamento” hoje, no contexto institucional e geopolítico vivido pelo país; descrição do papel realizado pelos curadores e curadores mapeadores.

2o. Apresentações do coordenador do projeto e do curador ligado a região onde a mesa será realizada. As falas de ambos tratarão de aspectos cruciais da produção contemporânea, o que, simultaneamente, dará ao público elementos que o possibilite compreender o rol de posições estéticas defendidas pelos organizadores do projeto, aí incluídos os critérios que serão utilizados para a seleção de artistas e obras.
Ainda em relação as falas do coordenador e curador, cabe salientar que elas, ainda que sumariamente, indicarão e analisarão algumas das linhas poéticas mais significativas, tanto no plano nacional quanto no internacional; esboçarão um levantamento seguido de diagnóstico das instituições artísticas brasileiras e das formas de gestão da produção em curso – de museus e galerias à espaços alternativos -; comentarão as dificuldades em se precisar conceitos como “arte emergente”, a relação entre “global e periferia” etc; e arrematarão discutindo o significado e a importância da prática curatorial, as formas em que ela pode acontecer e, no caso do projeto Rumos Visuais, como ele está estruturado.

Em seguida, prevê-se a realização de um debate com o público.


QUEM SÃO ELES:


Agnaldo Farias

Agnaldo Farias é Professor Doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Crítico de Arte e Curador. Realizou curadorias, entre outras instituições, para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Itaú Cultural, Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Dragão do Mar, de Fortaleza, Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba, Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS -, e para a Fundação Bienal de São Paulo. Nesta última trabalha atualmente como Curador da 29ª. Bienal de São Paulo (2010), tendo sido Curador da Representação Brasileira da 25a. Bienal de São Paulo (1992), Curador Adjunto da 23a. Bienal de São Paulo (1996), Curador Adjunto da 1a. Bienal de Johannesburgo (1995).
Foi Curador Geral do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000) e Curador de Exposições Temporárias do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1990/1992). Atualmente é consultor de curadoria do Instituto Tomie Ohtake.
Publica regularmente artigos e críticas em alguns dos principais jornais e revistas nacionais e é correspondente da revista de arte espanhola “Artecontexto”.
Autor dos livros “Modernos, Pós-modernos etc” (São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2009); “As Naturezas do Artifício”, sobre a obra de Amélia Toledo (São Paulo: Editora W11, 2004); “Daniel Senise - The piano factory”. Rio de Janeiro: Andréa Jacobsen, 2003, livro indicado para o Prêmio Jabuti 2004, na categoria “Livro de Arte”; “Arte brasileira hoje”. São Paulo, Publifolha, 2002; “La arquitectura de Ruy Ohtake”. Madrid, Celeste, 1997. Foi editor e organizador do livro “Bienal 50 anos”. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2002.


Paulo Miyada

Arquiteto e urbanista pela FAU-USP, onde cursa seu mestrado. Assistente de curadoria da 29a Bienal de São Paulo, atualmente trabalha no Núcleo de pesquisa e curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Sua pesquisa em curadoria em alguma medida decorre de trabalhos práticos e teóricos sobre as representações e os projetos das cidades, os quais desenvolve desde sua graduação e dos quais se destacam o documentário tododia-feira, a animação Platz na Cidade e a monografia Archigram: da produção gráfica, crítica e conceitual.


Fernando Oliva

Fernando Oliva é curador, crítico de arte e docente (Faculdade de Artes Plásticas da Faap e Faculdade Santa Marcelina). É mestrando no Programa de Pós-Graduação em História e Crítica de Arte da Faculdade Santa Marcelina, sob orientação de Lisette Lagnado. Integra a Comissão de Programação do Festival Internacional de Arte Contemporânea Videobrasil. É editor do Caderno Sesc_Videobrasil 6 “Turista/Motorista”.

Entre seus projetos curatoriais destacam-se Cover=Reencenação + Repetição (Museu de Arte Moderna de São Paulo); Comunismo da Forma - Som+Imagem+Tempo: A Estratégia do Vídeo Musical (Galeria Vermelho); À Chinesa/À la Chinoise + The Site Specific (Microwave New Media Arts Festival, Hong Kong). Foi Diretor de Curadoria e Programação do Centro Cultural São Paulo.

Atuou como crítico de arte e editor na imprensa cultural, com passagens e contribuições para Folha de S.Paulo (Ilustrada), O Estado de S.Paulo (Caderno 2), revistas Cult, Bravo, Lapiz (Espanha), Contemporary (Inglaterra) e C (Canadá). Escreve regularmente sobre a produção contemporânea e participa de seminários e debates na área de artes visuais.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Iº Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste


REGULAMENTO

1. DA PARTICIPAÇÃO
1.1 Realização do Ministério da Cultura e da Funarte, o 1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste será sediado em Goiânia, nas galerias do Centro Cultural UFG, setor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG, no período de 28 de abril a 30 de junho de 2011, e é aberto à participação de artistas brasileiros e estrangeiros legalmente residentes há mais de três anos, e fixados nas unidades da região Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

2. DA INSCRIÇÃO
2.1 As inscrições são gratuitas e serão realizadas no período de 15 de janeiro a 28 de fevereiro de 2011.
2.2 Cada artista terá direito a 1 (uma) inscrição em 1 (uma) categoria (desenho, pintura, gravura, escultura, objeto, instalação, fotografia, vídeo-arte e performance), podendo, no entanto, participar de 1 (um) trabalho coletivo em outra categoria. Poderão ser inscritos até 3 (três) trabalhos, cabendo à Comissão de Seleção determinar quais deverão participar da mostra. Dípticos, trípticos e polípticos serão sempre considerados trabalhos únicos. Para inscrição em instalação, performance e vídeo-arte serão aceitos até 2 (dois) trabalhos.
2.3 A inscrição será feita em ficha própria ou fotocópia acompanhada de Projeto. É imprescindível o completo preenchimento da mesma, de forma legível. Só serão aceitas fichas de inscrição assinadas pelo próprio artista ou sob procuração lavrada em cartório.
2.4 O Projeto, que deverá ser apresentado no formato A4 (21x29,7 cm), deverá conter currículo artístico, fotografias (entre 18x24 e 20x25 cm) dos trabalhos a serem apresentados e, não obrigatoriamente, texto sobre os mesmos (máximo de uma lauda). Todas as fotos deverão estar identificadas com os seguintes dados: nome do artista, título e ano de execução da obra, material e técnica utilizados, dimensões da obra em centímetros (altura x largura x profundidade). Não serão aceitos slides ou fotocópias. Para as inscrições nas categorias vídeo-arte e performance só serão aceitos vídeos no formato DVD ou em gravação compatível com o sistema windows. Não serão aceitos trabalhos no ato da inscrição.
2.5 As inscrições deverão ser entregues diretamente na Secretaria do Salão no Centro Cultural UFG, na Praça Universitária, Goiânia, ou remetidas pelos sistemas expressos de postagem (como SEDEX, etc.) para Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste, Centro Cultural UFG, Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia / GO. 74001-970. As inscrições remetidas por correio deverão vir registradas. Só serão aceitas inscrições com data de postagem até o dia 28 de fevereiro de 2011. Os projetos inscritos no Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste não serão devolvidos.
Centro Cultural UFG: Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia-GO. 74001-970. Tel: (62) 3209-6251
2.6 Só serão aceitas inscrições de trabalhos inéditos. Serão automaticamente desclassificados os trabalhos que tenham participado ou venham a participar de outra mostra até o término do Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste.
2.7 Para trabalhos realizados em grupo, um único representante deverá assinar a ficha de inscrição e representar o grupo no caso de seleção e/ou premiação, devendo constar em anexo os nomes dos demais integrantes com os respectivos currículos.
2.8 O artista disporá das seguintes medidas máximas para apresentação dos trabalhos: Trabalhos bidimensionais: 3 metros de largura por 3 de altura válidos para o conjunto dos três trabalhos. Trabalhos tridimensionais: 3 metros de largura, por 3 metros de profundidade por 3 metros de altura, válidos para o conjunto dos três trabalhos. Instalações – 9 metros² de área. Instalações de parede – 3 metros de largura por 3 metros de altura e 1,50 metro de profundidade. Trabalhos que excederem a essas especificações não serão aceitos. Não há dimensões mínimas.
2.9 Vídeos deverão ter no máximo 05 (cinco) minutos de duração, gravados em formato DVD, devendo ser repetidos até o final. Caso selecionado, o artista enviará obrigatoriamente 2 (duas) cópias do trabalho para apresentação. Performances deverão ter duração máxima de 15 (quinze) minutos. Todo e qualquer equipamento necessário para exibição da obra será de inteira responsabilidade do artista.
2.10 Nos projetos dos trabalhos em linguagem fotográfica deverá constar a natureza do material utilizado como suporte para a apresentação da imagem.
2.11 Não serão aceitos trabalhos realizados com materiais que prejudiquem a apresentação de outros e/ou comprometam a integridade física do local, das equipes do Salão e do público em geral. No caso de trabalhos realizados com materiais perecíveis e/ou adulteráveis, o Salão se exime de responsabilidades sobre a vida útil destes materiais.
2.12 A inscrição no Salão é vetada aos membros das Comissões de Seleção e Premiação, aos coordenadores do Salão, aos funcionários e alunos bolsistas vinculados ao Centro Cultural UFG e a PROEC/UFG. 2.13 A Curadoria do Salão rejeitará inscrições que não estejam de pleno acordo com os termos deste Regulamento. 2.14 O ato da inscrição implica na automática e plena concordância do inscrito com as normas deste regulamento.

3. DA SELEÇÃO
3.1 Serão selecionados trabalhos de 20 (vinte) artistas para integrarem a mostra.
Centro Cultural UFG: Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia-GO. 74001-970. Tel: (62) 3209-6251
3.2 A seleção dos trabalhos será realizada em etapa única por uma Comissão convidada pela Curadoria do Salão, composta por 4 (quatro) membros mais o Curador, quando será lavrada a ata da sessão, onde estarão fundamentados os critérios adotados. 3.3 A seleção será executada sobre a análise dos projetos, através das fotos, maquetes, vídeos e textos neles constantes.
3.4 O resultado da seleção será divulgado por jornais locais do Estado de Goiás e pelo site www.proec.ufg.br/site/. Os artistas selecionados serão comunicados nos três primeiros dias úteis após a seleção via carta assinada pela Curadoria do Salão, despachada pelo correio e por e-mail.
3.5 No caso de desistência ou não localização de um selecionado no prazo de 5 (cinco) dias, a Curadoria examinará a possibilidade ou não de convocação de um 21º selecionado pela Comissão de Seleção para eventual caso de substituição.
3.6 O material de inscrição dos artistas selecionados não será devolvido.
3.7 Somente serão expostos os trabalhos selecionados, não sendo permitidas substituições ou modificações das mesmas após a seleção, exceto o previsto no inciso 3.5.

4. DO TRANSPORTE
4.1 Os artistas selecionados não residentes em Goiânia deverão enviar seus trabalhos por conta própria, acompanhados de nota fiscal avulsa (fornecida pela Secretaria da Fazenda de cada Estado) ao Centro Cultural UFG, CNPJ: 01567601/0001-43. Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia / GO. 74001-970. 4.2 A devolução dos trabalhos dos artistas selecionados, não residentes em Goiânia será de inteira responsabilidade dos mesmos. O artista deverá contactar, solicitar e custear a retirada das obras, como também informar à Curadoria do Salão o meio de transporte que fará a coleta (correios, empresas de transporte terrestre ou aéreo etc.), no prazo máximo de 30 (trinta) dias úteis após o encerramento do Salão. A não observância deste prazo acarretará a não devolução das obras. Neste caso, a Curadoria encaminhará as obras para o acervo da Instituição. 4.3 Recomendamos que os trabalhos selecionados sejam acondicionados em embalagens resistentes (caixa de madeira, tubo PVC ou similares), se necessário, com instruções para reembalagem anexadas, já que sua devolução será feita com reaproveitamento das mesmas embalagens. 4.4 Os artistas residentes em Goiânia terão 15 (quinze) dias úteis, após o encerramento do Salão, para retirarem seus trabalhos. A não observância deste prazo acarretará aos mesmos, despesas com o armazenamento, a conservação e a devolução por transportadora especializada (frete a cobrar).
Centro Cultural UFG: Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia-GO. 74001-970. Tel: (62) 3209-6251
4.5 O Centro Cultural UFG oferece espaço e condições adequadas para a mostra, entretanto, estará isento de quaisquer responsabilidades em caso de eventuais sinistros.

5. DA MONTAGEM
5.1 Caberá exclusivamente à Curadoria do Salão o conceito da montagem da mostra.
5.2 Os trabalhos selecionados serão montados pela equipe de montagem do Salão.
5.2.1 O artista selecionado arcará com quaisquer despesas de aluguel, compra e/ou reparos de equipamentos e materiais especiais necessários à apresentação de seu trabalho, sendo de sua total responsabilidade a produção e manutenção dos mesmos. 5.2.2 Trabalhos selecionados que exijam salas ou montagens especiais só serão exibidos de acordo com a disponibilidade técnica do espaço do Salão.
5.2.3 Trabalhos que eventualmente tenham sido danificados durante o transporte para o Salão, só serão expostos se houver tempo hábil para sua restauração e se a devida cobertura das despesas for efetuada pelo artista.
5.3 Os artistas selecionados na categoria performance arcarão com todas as suas despesas. Os horários de exibição serão acertados com a Curadoria. 5.4 Artistas que inscreverem instalações ou trabalhos que devam ser montados no local da exposição, deverão anexar ao seu Projeto especificações claras sobre a montagem. Estas poderão ser utilizadas, também, para reprodução em catálogo, em caso de seleção. Esse artista poderá, ainda, acompanhar a montagem de seu trabalho no local, em data a ser determinada pela Produção do Salão, desde que assuma todas as despesas. 5.5 Todos os 20 artistas selecionados receberão a importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais), menos os impostos, a título de prêmio de participação, pagos até a data do encerramento da mostra.

6. DA PREMIAÇÃO
6.1 O Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste conferirá 4 (quatro) Prêmios de Aquisição para 4 (quatro) artistas escolhidos entre os 20 (vinte) selecionados, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) cada, menos os impostos, pagos até a data do encerramento da mostra.
Centro Cultural UFG: Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia-GO. 74001-970. Tel: (62) 3209-6251
6.2 A premiação será realizada por uma Comissão composta por 5 (cinco) membros mais o Curador, quando será lavrada a ata da sessão onde estarão fundamentados os critérios adotados. 6.3 O artista premiado receberá o prêmio em agência bancária, onde seja titular de conta corrente individual ou conjunta. 6.4 O conjunto dos trabalhos premiados será integralmente incorporado como propriedade inalienável ao Acervo Artístico da UFG com todo o equipamento e material que o compuserem e doado. 6.5 Os quatro (4) artistas premiados serão comunicados, nos 3 (três) primeiros dias úteis após a premiação, via carta assinada pela Curadoria do Salão, despachada pelo correio e por e-mail.
6.6 O resultado da premiação será divulgado pelo site www.proec.ufg.br/site/, e pela imprensa local e regional, no dia da abertura do Salão.

7. DAS PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
7.1 O Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste convidará 4 (quatro) artistas, 1 (um) de cada Estado mais o Distrito Federal, para compor a exposição.
7.2 Os quatro artistas serão convidados pela Curadoria devido a importância de suas obras e a significação de suas carreiras para seus contextos de origem e para o cenário da arte brasileira.
7.3 As obras dos artistas convidados serão exibidas no conjunto dos artistas selecionados.

8. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
8.1 Os trabalhos não poderão ser alterados ou retirados antes do encerramento do Salão.
8.2 A reprodução das imagens integral ou fracionária de todos os trabalhos selecionados poderá ser utilizada pelo Ministério da Cultura, pela Funarte e pelo Centro Cultural UFG como divulgação do Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste em todo tipo de mídia falada, escrita e televisiva, na produção de CD ROOM e veiculação em WEBSITE, ilustração de camisetas, suvenires e produtos diversos promocionais do Salão.
8.3 As Comissões de Seleção e Premiação estarão vigentes desde sua formação até que sejam lavradas e assinadas as respectivas atas, quando serão automaticamente extintas.
8.4 As decisões das Comissões de Seleção e Premiação serão irretratáveis e irrecorríveis.
Centro Cultural UFG: Av. Universitária, 1533. Setor Universitário, Goiânia-GO. 74001-970. Tel: (62) 3209-6251
8.5 Ficará a cargo da Curadoria qualquer deliberação posterior à extinção das Comissões de Seleção e de Premiação.
8.6 Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos exclusivamente pela Curadoria.
8.7Para dirimir eventuais dúvidas, consulte: Centro Cultural UFG (62)3209 6251 e www.proec.ufg.br/site/ I salão de arte contemporânea do centro oeste.

9. CALENDÁRIO DO SALÃO:
Inscrições: de 18 de janeiro a 28 de fevereiro de 2011.
Seleção: 12 e 13 de março de 2011.
Divulgação dos selecionados: 14 de março de 2011.
Recepção das obras: de 15 a 25 de março de 2011.
Premiação: 02 de abril de 2011.

Abertura da exposição: 28 de abril de 2011.

Encerramento da exposição: 27 de junho de 2011.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

UFG inaugura espaço de excelência


Instalações do antigo galpão, hoje Centro Cultural, marcam as comemorações dos 50 anos da universidade.

Gilmara Roberto

Na noite de 09 de dezembro de 2010, a UFG inaugurou um novo espaço para a realização atividades culturais em Goiânia, como parte da programação que comemora os 50 anos da universidade. O Centro Cultural (CCUFG) é um espaço da Pró-reitoria da Extensão e Cultura da UFG e conta, entre outros espaços, com salas de exposição, teatro e livraria. Na ocasião, foi aberta a exposição “Arte Contemporânea no Acervo UFG”, que se estende até o dia 28 de janeiro, e lançado o quinto número da Revista UFG Afirmativa.

O diretor do CCUFG, Carlos Sena Passos, ressaltou que a inauguração do espaço “é um momento de dignidade para o artista goianiense e para a população da cidade”. Carlos Sena informou que o Centro já está conectado às artes há mais de 20 anos: “era um galpão que a arte foi ocupando de maneira muita precária, mas que agora é capaz de ofertar ao público o que ele merece”, destacou. O diretor informou ainda que o CCUFG receberá, após a mostra de arte contemporânea, a mostra do Prêmio Marco Antônio Vilaça e, posteriormente, o 1° Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Anselmo Pessoa Neto, lembrou que a UFG que foi responsável por impulsionar o desenvolvimento do estado de Goiás em vários segmentos, estimula agora a disseminação de cultura com a inauguração do CCUFG. “Esse espaço simboliza a preocupação constante da universidade com as manifestações mais legítimas da nossa cultura”, destacou o pró-reitor que enfatizou ainda que o espaço “irá acolher obras daqueles que tiverem mérito artístico. Mérito no sentido primitivo da palavra que significa talento e garra manifestos por espíritos livres e inconformados”.

Como parte das comemorações do cinquentenário da UFG, o CCUFG receberá no dia 13/10 a cerimônia de lançamento do livro “Vida é um souvenir made in Hong Kong” de Zeca Baleiro e Roger Mello e a cerimônia de descerramento do busto do primeiro reitor da UFG, Colemar Natal e Silva, no dia 14/12.



Fotos: Carlos Siqueira

Fonte: Ascon/UFG

sábado, 11 de dezembro de 2010

Inauguração do Centro Cultural UFG apresenta a exposição Arte Contemporânea no Acervo UFG



Dentro das comemorações de seu cinqüentenário, a Universidade Federal de Goiás inaugurou no dia 09 de dezembro, às 20 horas, o Centro Cultural UFG (CCUFG) com a abertura da exposição “Arte Contemporânea no Acervo UFG”, que ficará em cartaz até o dia 28 de janeiro de 2011.



Setor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG, o Centro Cultural UFG foi o antigo Espaço Cultural da UFG, na Praça Universitária, que passou por grande reforma nas instalações físicas e por nova concepção de seu uso como aparelho cultural. A transformação do espaço exigiu volumosa quantia e foi realizada por etapas durante cinco anos. O projeto arquitetônico do Centro Cultural UFG assinado por Fernando Simon, possui características minimalistas e sofisticadas que aliam plasticidade com funcionalidade e foi indicado ao Prêmio ABCEM 2010 de arquitetura, concedido pela Associação Brasileira da Construção Metálica.



O Centro Cultural possui 1.000 m² de área: duas salas de exposição, reserva técnica do acervo, sala de ação educativa, teatro e sala de dança com camarins, livraria, dependências administrativas e pátio multiuso. Sua programação será dedicada a exibições de artes visuais, teatro, dança, música, eventos literários, e a ações educacionais em arte.



Segundo o Reitor da UFG, Prof. Edward Madureira Brasil, “a concretização do Centro Cultural UFG é fruto da nossa crença nos rumos dados a nova política cultural da Universidade. A nova concepção de uso profissionalizado deste local projeta-o como centro de expressão capaz de atuar como gerador, parceiro e hospedeiro de projetos culturais”. O Pró-reitor de Extensão e Cultura da UFG, Prof. Anselmo Pessoa Neto informa que “a ação do Centro Cultural deve primar pelo refinamento de uma cidadania esclarecida e, por conseguinte, apartada de todo obscurantismo e atraso. O sentido forte e positivo de intervir para apontar rumos, de intervir para mudar, de intervir para modelar, de intervir para iluminar, de intervir para polemizar, de intervir para aceitar, deve ser luz e guia desta casa”.



A exposição “Arte Contemporânea no Acervo UFG”, com curadoria assinada pelo Diretor do Centro Cultural, artista plástico e Prof. Carlos Sena Passos, apresenta um recorte no acervo reunindo um elenco de 32 artistas com um conjunto de 39 obras, nas categorias desenho, pintura, gravura, objeto, escultura, instalação, fotografia e vídeo-arte, oferecendo uma visão ampliada sobre a produção de arte contemporânea contida no Acervo UFG. Bené Fonteles (DF), Siron Franco (GO), Elder Rocha (DF), Pitágoras (GO), Julio Ghiorzi (SC) deslocam o modo de fazer pintura; Ana Maria Pacheco (UK), Fabiano Gonper (SP), Marcelo Moscheta (SP) investigam as potencialidades da imagem gravada e impressa; Rodrigo Godá (GO), Marcelo Solá (GO), Sandro Gomide (GO), Luiz Mauro (GO), Célio Braga (NLD), Renata Pedrosa (SP) indagam os limites do desenho; Rosa Berardo (GO), Dulcimira Capisani (SP), Helga Stein (GO), Divino Sobral (GO), Helio Eudoro (CAN), Selma Parreira (GO) e Marcus Freitas (CAN) empregam a fotografia como linguagem de arte; Rodrigo Araújo (SP) cruza a intervenção pública com vídeo-arte; Anahy Jorge (GO), Edney Antunes (GO), Enauro de Castro (GO), Grupo Hóspedes (SP), Hugo Houayek (RJ), Murilo Maia (CE), Martinho Patrício (PB) criam múltiplos caminhos para a instalação; Juliano Moraes (GO) revê o lugar da escultura; Elyeser Szturm (DF) e ZéCésar (GO) fazem objetos que trazem a memória de outros objetos.



A programação inaugural continuará com a apresentação do espetáculo “Tão Próximo” da Quasar Cia de Dança nos dia 10 de dezembro, 21 h; conversa com os autores e lançamento do livro “Vida é um souvenir made in Hong Kong” de Zeca Baleiro e Roger Mello no dia 13 de dezembro, 20 h; finalizando no dia 14 de dezembro, 20:30 h, com o evento de lançamento coletivo do Livro “Universidade Federal de Goiás: imagens e memórias”, da Revista UFG nº9, do Carimbo Comemorativo dos 50 anos e do Selo Personalizado da UFG.



Contatos
Carlos Sena Passos – (62) 84446594 / (62) 32096251 / (62) 32257958
carlossenapassos@gmail.com



Serviço:
Abertura: 09 de dezembro de 2010, às 20 horas
Exposição de 10 de dezembro a 28 de janeiro de 2011
Horário de funcionamento, segunda a sexta de 08:00 às 18:00 h.



CCUFG - Av. Universitária, 1533, Setor Universitário, Goiânia / GO. Tel. (62) 32096251.

Fotos: Paul Setubal

sábado, 4 de dezembro de 2010

O que é o Centro Cultural UFG



O Centro Cultural UFG, setor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás, está situado no Campus 1 na Praça Universitária – região central de Goiânia, instalado numa área construída de 1.200m² e aparelhado para ser um centro referencial para desenvolvimento de projetos culturais.

Indicado ao Prêmio ABCEM 2010, o projeto arquitetônico elaborado por Fernando Simon alia os aspectos funcional e estético, para permitir ampla utilização dos espaços expositivo e cênico de acordo com as necessidades das propostas contemporâneas. O edifício de aparência minimalista e sintética do Centro Cultural UFG revitaliza a paisagem da Praça Universitária e atrai os olhares para esse antigo pólo de produção cultural na cidade.

O Centro Cultural UFG é compromissado com a promoção e a difusão da cultura, gerindo e apoiando projetos nas áreas de artes visuais, dança, literatura, música e teatro, articulando a conexão entre a produção artística, educação e sociedade, e desenhando uma política cultural inédita na UFG de democratização dos bens culturais, tornando-os acessíveis à comunidade acadêmica e à sociedade goianiense.



A programação do CCUFG pautada na excelência das propostas, é comprometida com a visibilidade da produção local e com intercâmbios diversos com instituições e produtores regionais, nacionais e internacionais, e também é dedicada à intensificação dos debates e das reflexões críticas sobre a produção artística contemporânea.

O Centro Cultural UFG dispõe de:





- Duas galerias com área total de 300m² e com pé direito de 6 ms; reserva técnica do acervo da UFG; núcleo de museologia, conservação e restauro; sala de ação educativa.





- O Setor de Artes Cênicas possui teatro com capacidade para 300 pessoas; sala de dança e camarins;
- Livraria UFG equipada como café e bazar;

- Na área externa dispõe de pátio multiuso, estacionamento e jardim, onde está o busto de Colemar Natal e Silva, fundador e primeiro Reitor da UFG.

Texto: Carlos Sena
Fotos: Paul Setubal