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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

UFG inaugura espaço de excelência


Instalações do antigo galpão, hoje Centro Cultural, marcam as comemorações dos 50 anos da universidade.

Gilmara Roberto

Na noite de 09 de dezembro de 2010, a UFG inaugurou um novo espaço para a realização atividades culturais em Goiânia, como parte da programação que comemora os 50 anos da universidade. O Centro Cultural (CCUFG) é um espaço da Pró-reitoria da Extensão e Cultura da UFG e conta, entre outros espaços, com salas de exposição, teatro e livraria. Na ocasião, foi aberta a exposição “Arte Contemporânea no Acervo UFG”, que se estende até o dia 28 de janeiro, e lançado o quinto número da Revista UFG Afirmativa.

O diretor do CCUFG, Carlos Sena Passos, ressaltou que a inauguração do espaço “é um momento de dignidade para o artista goianiense e para a população da cidade”. Carlos Sena informou que o Centro já está conectado às artes há mais de 20 anos: “era um galpão que a arte foi ocupando de maneira muita precária, mas que agora é capaz de ofertar ao público o que ele merece”, destacou. O diretor informou ainda que o CCUFG receberá, após a mostra de arte contemporânea, a mostra do Prêmio Marco Antônio Vilaça e, posteriormente, o 1° Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Anselmo Pessoa Neto, lembrou que a UFG que foi responsável por impulsionar o desenvolvimento do estado de Goiás em vários segmentos, estimula agora a disseminação de cultura com a inauguração do CCUFG. “Esse espaço simboliza a preocupação constante da universidade com as manifestações mais legítimas da nossa cultura”, destacou o pró-reitor que enfatizou ainda que o espaço “irá acolher obras daqueles que tiverem mérito artístico. Mérito no sentido primitivo da palavra que significa talento e garra manifestos por espíritos livres e inconformados”.

Como parte das comemorações do cinquentenário da UFG, o CCUFG receberá no dia 13/10 a cerimônia de lançamento do livro “Vida é um souvenir made in Hong Kong” de Zeca Baleiro e Roger Mello e a cerimônia de descerramento do busto do primeiro reitor da UFG, Colemar Natal e Silva, no dia 14/12.



Fotos: Carlos Siqueira

Fonte: Ascon/UFG

sábado, 11 de dezembro de 2010

Inauguração do Centro Cultural UFG apresenta a exposição Arte Contemporânea no Acervo UFG



Dentro das comemorações de seu cinqüentenário, a Universidade Federal de Goiás inaugurou no dia 09 de dezembro, às 20 horas, o Centro Cultural UFG (CCUFG) com a abertura da exposição “Arte Contemporânea no Acervo UFG”, que ficará em cartaz até o dia 28 de janeiro de 2011.



Setor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG, o Centro Cultural UFG foi o antigo Espaço Cultural da UFG, na Praça Universitária, que passou por grande reforma nas instalações físicas e por nova concepção de seu uso como aparelho cultural. A transformação do espaço exigiu volumosa quantia e foi realizada por etapas durante cinco anos. O projeto arquitetônico do Centro Cultural UFG assinado por Fernando Simon, possui características minimalistas e sofisticadas que aliam plasticidade com funcionalidade e foi indicado ao Prêmio ABCEM 2010 de arquitetura, concedido pela Associação Brasileira da Construção Metálica.



O Centro Cultural possui 1.000 m² de área: duas salas de exposição, reserva técnica do acervo, sala de ação educativa, teatro e sala de dança com camarins, livraria, dependências administrativas e pátio multiuso. Sua programação será dedicada a exibições de artes visuais, teatro, dança, música, eventos literários, e a ações educacionais em arte.



Segundo o Reitor da UFG, Prof. Edward Madureira Brasil, “a concretização do Centro Cultural UFG é fruto da nossa crença nos rumos dados a nova política cultural da Universidade. A nova concepção de uso profissionalizado deste local projeta-o como centro de expressão capaz de atuar como gerador, parceiro e hospedeiro de projetos culturais”. O Pró-reitor de Extensão e Cultura da UFG, Prof. Anselmo Pessoa Neto informa que “a ação do Centro Cultural deve primar pelo refinamento de uma cidadania esclarecida e, por conseguinte, apartada de todo obscurantismo e atraso. O sentido forte e positivo de intervir para apontar rumos, de intervir para mudar, de intervir para modelar, de intervir para iluminar, de intervir para polemizar, de intervir para aceitar, deve ser luz e guia desta casa”.



A exposição “Arte Contemporânea no Acervo UFG”, com curadoria assinada pelo Diretor do Centro Cultural, artista plástico e Prof. Carlos Sena Passos, apresenta um recorte no acervo reunindo um elenco de 32 artistas com um conjunto de 39 obras, nas categorias desenho, pintura, gravura, objeto, escultura, instalação, fotografia e vídeo-arte, oferecendo uma visão ampliada sobre a produção de arte contemporânea contida no Acervo UFG. Bené Fonteles (DF), Siron Franco (GO), Elder Rocha (DF), Pitágoras (GO), Julio Ghiorzi (SC) deslocam o modo de fazer pintura; Ana Maria Pacheco (UK), Fabiano Gonper (SP), Marcelo Moscheta (SP) investigam as potencialidades da imagem gravada e impressa; Rodrigo Godá (GO), Marcelo Solá (GO), Sandro Gomide (GO), Luiz Mauro (GO), Célio Braga (NLD), Renata Pedrosa (SP) indagam os limites do desenho; Rosa Berardo (GO), Dulcimira Capisani (SP), Helga Stein (GO), Divino Sobral (GO), Helio Eudoro (CAN), Selma Parreira (GO) e Marcus Freitas (CAN) empregam a fotografia como linguagem de arte; Rodrigo Araújo (SP) cruza a intervenção pública com vídeo-arte; Anahy Jorge (GO), Edney Antunes (GO), Enauro de Castro (GO), Grupo Hóspedes (SP), Hugo Houayek (RJ), Murilo Maia (CE), Martinho Patrício (PB) criam múltiplos caminhos para a instalação; Juliano Moraes (GO) revê o lugar da escultura; Elyeser Szturm (DF) e ZéCésar (GO) fazem objetos que trazem a memória de outros objetos.



A programação inaugural continuará com a apresentação do espetáculo “Tão Próximo” da Quasar Cia de Dança nos dia 10 de dezembro, 21 h; conversa com os autores e lançamento do livro “Vida é um souvenir made in Hong Kong” de Zeca Baleiro e Roger Mello no dia 13 de dezembro, 20 h; finalizando no dia 14 de dezembro, 20:30 h, com o evento de lançamento coletivo do Livro “Universidade Federal de Goiás: imagens e memórias”, da Revista UFG nº9, do Carimbo Comemorativo dos 50 anos e do Selo Personalizado da UFG.



Contatos
Carlos Sena Passos – (62) 84446594 / (62) 32096251 / (62) 32257958
carlossenapassos@gmail.com



Serviço:
Abertura: 09 de dezembro de 2010, às 20 horas
Exposição de 10 de dezembro a 28 de janeiro de 2011
Horário de funcionamento, segunda a sexta de 08:00 às 18:00 h.



CCUFG - Av. Universitária, 1533, Setor Universitário, Goiânia / GO. Tel. (62) 32096251.

Fotos: Paul Setubal

sábado, 4 de dezembro de 2010

O que é o Centro Cultural UFG



O Centro Cultural UFG, setor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás, está situado no Campus 1 na Praça Universitária – região central de Goiânia, instalado numa área construída de 1.200m² e aparelhado para ser um centro referencial para desenvolvimento de projetos culturais.

Indicado ao Prêmio ABCEM 2010, o projeto arquitetônico elaborado por Fernando Simon alia os aspectos funcional e estético, para permitir ampla utilização dos espaços expositivo e cênico de acordo com as necessidades das propostas contemporâneas. O edifício de aparência minimalista e sintética do Centro Cultural UFG revitaliza a paisagem da Praça Universitária e atrai os olhares para esse antigo pólo de produção cultural na cidade.

O Centro Cultural UFG é compromissado com a promoção e a difusão da cultura, gerindo e apoiando projetos nas áreas de artes visuais, dança, literatura, música e teatro, articulando a conexão entre a produção artística, educação e sociedade, e desenhando uma política cultural inédita na UFG de democratização dos bens culturais, tornando-os acessíveis à comunidade acadêmica e à sociedade goianiense.



A programação do CCUFG pautada na excelência das propostas, é comprometida com a visibilidade da produção local e com intercâmbios diversos com instituições e produtores regionais, nacionais e internacionais, e também é dedicada à intensificação dos debates e das reflexões críticas sobre a produção artística contemporânea.

O Centro Cultural UFG dispõe de:





- Duas galerias com área total de 300m² e com pé direito de 6 ms; reserva técnica do acervo da UFG; núcleo de museologia, conservação e restauro; sala de ação educativa.





- O Setor de Artes Cênicas possui teatro com capacidade para 300 pessoas; sala de dança e camarins;
- Livraria UFG equipada como café e bazar;

- Na área externa dispõe de pátio multiuso, estacionamento e jardim, onde está o busto de Colemar Natal e Silva, fundador e primeiro Reitor da UFG.

Texto: Carlos Sena
Fotos: Paul Setubal

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Centro Cultural UFG fotografado por Fernando Simon.


Detalhe do foyer do Teatro.

Outro detalhe do foyer do Teatro: passarela suspensa..

Através desta série fotográfica o arquiteto Fernando Simon nos mostra o ponto de vista autoral do projeto que fez para o Centro Cultural UFG. O resultado, como já era de se esperar, é muito sofisticado. O projeto em sí foi pautado no "menos é mais", como ainda nos ensina a boa escola minimalista.


Arrojo, funcionalidade e beleza se integram nessa obra, promovendo sua diferença visual.


O projeto de Fernando Simon organizou e preparou o espaço do CCUFG para a multiplicidade de ações que irão ali se desenvolver, contribuiu também para a revitalização da histórica Praça Universitária de Goiânia.

Perspectiva do grande cubo prateado com as duas entradas independentes:cubo amarelo - Teatro, e cubo vermelho - Galeria.

Vista lateral do Centro Cultural UFG com porta para cenários aberta, e em destaque vermelho a entrada da Galeria.

Galeria I

Galeria II


Fernando Simon contemplando a Galeria I do alto da passarela que divide as duas galerias e dá acesso a Livraria UFG.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Mudança de enfoque na política cultural da UFG

Aproveitamento do antigo galpão do DMP/UFG na Praça Universitária para instalações do Espaço Cultural da UFG - Oficinas de Arte/NUCAIC. Assim começou a vocação artística desse local.

Vista do Galpão das Artes - Espaço Cultural da UFG, então, já ligado à Pró-Reitoria e Extensão/UFG e tendo passado por uma primeira reforma. Uma presença ainda dissolvida na paisagem.

Estamos presenciando a uma grande transformação na política cultural da Universidade Federal de Goiás, verificada nas inaugurações do Cine UFG e do Centro de Cultura e Eventos Ricardo Freua Bufaiçal, na atualização da exposição permanente do Museu Antropológico e no empenho para a instauração da RTVE, etc.

Esta transformação - resultada na mudança de enfoque cultural da Pro-reitoria de Extensão e Cultura/UFG - tem seu ápice no já conhecido Espaço Cultural da UFG.

A PROEC desenvolveu estratégias de arrojada política cultural transformando radicalmente o espaço físico do antigo galpão para criar espaços específicos aptos a receber as produções artísticas cênicas e visuais. Os esforços empreendidos resultaram no projeto agora em curso: a reforma do Espaço Cultural da UFG.

Galpão das Artes - Espaço Cultural da UFG iniciando a sua grande reforma para se transformar no Centro Cultural UFG - aqui, a construção da portaria do Teatro.

O Centro Cultural que a Universidade Federal de Goiás está prestes a inaugurar é uma transformação radical do antigo Espaço Cultural UFG (criado nos anos 80 vinculado ao Núcleo de Apoio às Iniciativas Culturais da UFG sob a coordenação de Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães). A partir de 2006 – com Edward Madureira Brasil sendo o reitor, Anselmo Pessoa à frente da PROEC e Carlos Sena na direção do Espaço Cultural da UFG – começou um processo da mudança na estrutura física e no conceito de atuação deste espaço, que se pretende agora um centro de excelência em cultura rebatizado de - Centro Cultural UFG.

Máquina pesada trabalhando na preparão do solo para a construção de um pátio externo no novo Centro Cultural UFG.

Com um histórico bastante eclético o Espaço Cultural já abrigou no passado os ensaios do Teatro Universitário dirigido por Carlos Fernando, a Companhia de Dança Quasar, o grupo teatral do Sandro de Lima, ensaios do Show do Esqueleto, o Grupo Gwaya de Contadores de Estórias, Grupo de Capoeira do Mestre Guaraná, etc. Por um período, o espaço assumiu vocação mais extensiva que cultural e passou a ser utilizado para projetos de caráter assistencial.

Pátio e portaria das salas expositivas do Centro Cultural UFG já construídos e fachada com estrutura montada para receber o envelopamento externo.

Hoje a UFG se preocupa em remodelar a sua concepção do espaço com o objetivo de ofertar bom teatro, boa música, boas artes plásticas, boa dança, bom cinema, boa literatura aos seus estudantes e à sociedade. Hoje a UFG se compromete a tornar o acesso à produção artística, como parte integrante e estrutural do seu processo educacional.


Envelopamento externo metálico e cubos coloridos com vidro temperado nas portarias, compõem a nova fachada do Centro Cultural UFG.

A operação exigiu grande esforço por parte da PROEC para reformular não somente o espaço físico, mas também o seu projeto cultural. As mudanças físicas envolveram planejamento correto, criação de projeto arquitetônico adequado às novas funções, busca por financiamentos, divisão da reforma em sucessivas etapas. O projeto que está sendo executado ficou a cargo do arquiteto Fernando Simon. Finalmente a obra está na sua fase conclusiva e o Centro Cultural brevemente poderá ser inaugurado.


Vista do pátio externo do Centro Cultural UFG com mureta de proteção no estacionamento no primeiro plano.

O Centro Cultural estará equipado para o desenvolvimento de exposições de artes visuais e de espetáculos cênicos e musicais.

O setor de artes visuais terá duas grandes salas de exposição; uma delas abrigará a mostra permanente do Acervo Artístico UFG e a outra sediará mostras transitórias, atualizando constantemente as informações artísticas. As mostras deverão ser acompanhadas por debates e palestras, serão apoiadas pelo setor de ações educativas, envolvendo visitas guiadas por monitores treinados, ações lúdico-pedagógicas, conversas com artistas, workshops, mini-cursos, etc. A reserva técnica abrigará parte do Acervo Artístico da UFG e será apoiada pelos setores de conservação e de museologia implantados no Centro Cultural.

Vista interna das Salas expositivas ainda inacabadas - passarela divisória e escada de acesso ao mezanino.

O setor de artes cênicas dispõe do teatro e da sala de dança. O teatro de porte médio, com arquitetura não convencional está projetado para o experimentalismo da linguagem cênica contemporânea. O projeto funcional levou em conta despojamento e elegância em aspectos que vão desde piso tecnicamente adequado à prática de dança, até o isolamento acústico do teatro (que a propósito, contará com excelente piano de cauda de origem Alemã); dos projetos luninotécnico e de sonorização bem acabados, até os amplos camarins com banheiros.


Vista do Centro Cultural UFG - portaria do Teatro e porta de entrada de cenários.

O Centro Cultural contará com uma loja da Livraria da UFG, que funcionará também como café-bazar, um local para a reunião entre amigos para trocas de idéias e para o entretenimento inteligente.

Vista do Centro Cultural UFG - porta de entrada de cenários, portaria das Salas expositivas e grandes bancos no pátio externo.

O projeto do Centro Cultural UFG pensa a cultura associada ao conforto e à dignidade dos agentes culturais e também do público. Complementado os dois setores a estrutura de apoio do Centro Cultural UFG contará ainda com uma ala de funções administrativas

Acesso às portarias do Teatro e da Galeria no Centro Cultural UFG.

domingo, 15 de novembro de 2009

Acervo Artístico da UFG nas capas da Coleção Critérios da Editora UFG

A Editora UFG publica nas capas dos livros da COLEÇÃO CRITÉRIOS imagens de obras de arte do Acervo Artístico da UFG, divulgando a coleção de grande importância para o patrimônio cultural da instituição.

A coleção reproduz as seguintes obras:


Intervenção sobre fotografias de Manfred Jade por Pitágoras Lopes, obra da coleção Hodiernos, é a capa do livro "Para a Crítica da Subjetividade Reificada", de Anita C. Azevedo Resende.


Serigrafia de Macieg Babinski, obra da coleção doada à UFG pelo Banco Central, é a capa do livro "Formação Cultural de Professores ou a Arte da Fuga de Monique Andries Nogueira.


Serigrafia do artista modernista Clóvis Graciano, obra da coleção doada à UFG pelo Banco Central, é a capa do livro "Corpoiesis: A criação do ator", de Newton Murce.


Objeto de Patrícia Mesquita realizada em pelúcia, obra da coleção Hodiernos, é a capa do livro "Sindicato e magistério: constituição e crise", de Maria Tereza Canezin.

Serigrafia do artista modernista Alfredo Volpi, obra da coleção doada à UFG pelo Banco Central, é a capa do livro "Sindicatos em transição", de Arlene Carvalho de Assis Clímaco.

Acervo artístico UFG

Carla Abreu entrevista Carlos Sena para o livro de sua autoria "Galeria da FAV - percurso e reflexões" patrocinado pela Petrobrás e lançado nessa Galeria em maio de 2008 ; aquí, reproduzimos duas dessas perguntas, por dizerem respeito ao atual Acervo UFG, que então era denominado Acervo da FAV . A entrevista na íntegra está editada no citado livro, e encontra-se disponível também, no site da Galeria da FAV.

Acervo UFG - Siron Franco

Quando surgiu a idéia de iniciar uma política de formação de acervo para a FAV? E como ela evoluiu?

CS - No aniversário da UFG em 1997, organizei uma mostra com as obras que estavam nos gabinetes da FAV. Montei o conjunto na antiga galeria, que naquele momento tinha sido reformada embora permanecesse inadequada. Nessa exposição acrescentei ainda algumas obras solicitadas a jovens professores, numa tentativa de atualização do processo. Escrevi um texto apresentando a exposição como o Acervo da FAV, e, apesar da timidez do conjunto, aquilo teve um impacto muito positivo sobre toda a comunidade. Então, começou a ser cada vez mais freqüente se ouvir falar sobre o acervo da FAV.

Acervo UFG - Selma Parreira

No processo de fundação da galeria, discuti muito com o Raimundo Martins a necessidade de levar essa idéia de acervo à frente, como um núcleo gerador de um futuro museu. O apoio dele foi fundamental. Então criei o Projeto de Extensão: "Ampliação do Acervo Artístico da FAV", registrado na PROEC (2002)*, e já estou trabalhando nele há seis anos.

Acervo UFG - Júlio Ghiorzi

A partir da pesquisa e da análise das obras dos artistas que considero relevantes à História da Arte em Goiás, escrevi um estudo intitulado “Arte Contemporânea em Goiás – de 1960 até a atualidade” (que aguarda publicação) e essa obra é que me norteia na organização da coleção.
Sobre as aquisições levantadas por meu projeto produzi dois catálogos e alguns folderes; realizei três exposições e algumas palestras.
Recentemente, artistas brasileiros procuraram o projeto para doarem suas obras, e vi nisso a possibilidade de ampliar o diálogo da produção local com a nacional, incorporando estas produções.
Atualmente a coleção por mim organizada contém cerca de cem obras em modalidades as mais diversas, entre pintura, escultura, desenho, gravura, objeto, instalação e vídeo-arte.

Acervo UFG - Helga Stein

Quais foram os critérios definidos e como são constituídos os vínculos para compor o acervo da Galeria da FAV?

CS – O acervo da FAV é eclético e compõe-se de diversas coleções que também tiveram diversas origens: a primeira coleção foi formada por um parco número de obras (pinturas, desenhos, esculturas e gravuras) de antigos professores do Instituto de Artes e de ex-alunos que foram premiados nos Salões de Arte que essa escola promoveu (tenho uma obra incluída nessa coleção pioneira). A segunda coleção veio pronta como doação do Banco Central à FAV, e é formada por gravuras (serigrafias) de artistas do modernismo brasileiro. A terceira coleção foi organizada pela Profª Edna Goya e é composta de obras de gravadores goianos. Finalmente, a quarta coleção, Hodiernos, é fruto da minha pesquisa sobre a arte local e do meu trânsito como artista e produtor cultural nos circuitos local e nacional.
Eu somente posso falar dos critérios estabelecidos dentro do meu projeto de ampliar o acervo artístico da FAV.

Acervo UFG - Pitágoras

Sob o conceito de Hodiernos, organizo uma coleção de arte contemporânea com ênfase na produção goiana, e com alguma amostragem de arte brasileira. A coleção é formada a partir de doações mediadas pela minha pessoa, e o primeiro critério para isso é o reconhecimento público do artista e sua historicidade e a importância de sua obra e de seu currículo. Como segundo critério, a relevância da obra doada, que deve estar inserida na trajetória do artista. Depois, enumeram-se a possibilidade da obra ser conservada numa coleção pública, na instável situação brasileira; e mais critérios relacionados às dimensões para o armazenamento e ao estado de conservação.
As doações são legitimadas pelos artistas doadores sob assinaturas de Termos de Doação, documentos legais que eximem a UFG de qualquer ônus sobre essa transação e ainda termos de cessão dos direitos de uso da Imagem da obra para a UFG;
Quanto aos vínculos institucionais, a coleção recebe a chancela de instâncias superiores. As obras doadas são submetidas à aprovação do Conselho Curatorial e Consultivo da Galeria da FAV, e posteriormente também referendadas pelo Conselho Diretor da FAV. Outro vínculo deve ser estabelecido com o processo de tombamento como patrimônio público da UFG.

Acervo UFG - Marcelo Solá

No mais, os processos de difusão do acervo e a lida diária pela acomodação e conservação da coleção envolvem desde capacitação e qualificação de diversos agentes profissionais, até a adequação e, às vezes, construção dos espaços para que a coleção possa crescer, para que possa permanecer viva para as gerações futuras. É essa, a minha proposta.

Acervo UFG - Juliano de Moraes


PS. O Acervo artístico da Faculdade de Artes UFG, foi transferido para os cuidados da PROEC/UFG em 2008 passando desde então, a adotar a nomenclatura Acervo artístico UFG, ele tramita atualmente o seu processo de legitimação para ser tombado como patrimônio/UFG. Também nessa nova fase, o Acervo ganhou sede própria - Centro Cultural UFG, dispondo de sala para exposição permanente, e outra para exposições transitórias, reserva técnica, depósitos, setores de museologia e conservação de obras de arte, sala de ação educativa, livraria, bazar e café. O setor de conservação atualmente é coordenado por Esp.Mônica de Lima Carvalho que atua com diversos alunos bolsistas. O setor de Museologia estruturado anteriormente pela Ms.Rosângela Barbosa, investiu agora na aquisição de funcionário e conta também com a atuação de alunos bolsistas.

Acervo UFG - Divino Sobral


* Atualmente o Acervo artístico da UFG está vinculado ao Núcleo de Pesquisa da FAV/UFG através do projeto - "Estratégias e procedimentos da Arte Moderna e Contemporânea de Goiás", que desde 2005 registra os produtos gerados por essa pesquisa: vídeos, folderes, catálagos e livros.